quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Da Vida ;olhos silenos 



Olho-te , mas teu propósito irradia
Algo mais do visto , um virá que tardia.
Olho-te  apaixonado, e quem dera da consciência clemência
Ao meu estado, que a tal já fardado a displicência.

Olho-te aqui decapitado , ao teu olhar de Judite em tela,
A flor sublime, fatale e bela, que me segura sobre mãos,
E num absurdo , eu, a caveira lhe questiono a vida,vãos,
Sentidos de Hamlet à esfinge pavorosa e singela.

Olho-te sobre o labor de teu seio de mênades loucas,
lambamba de ti e suas canções de sereias moucas.
pondo meu colo inclinado a tua ninfa forma aguda ,
E mesmo sem porquê, nega-la , seria coisa absurda.

Olho-te apenas, casmurro, por sentir-te demais o mistério,

Pela heráldica hipérbole emoção à foice, abismo etéreo.

T.V.V