terça-feira, 7 de março de 2017

fotografia : Do Trem Novo


engole cada um o cada outro,
e morrem , os mortos.
suas fomes e necessidades
seus sentires e felicidades.
é ter mais que brevidade 
nas mãos , obliquidade
exacerbada, o instantâneo
supérfulo em falso contemporâneo.

engole , cada um no outro
a indolência , e mais que esculturas
o tempo lhe comem em sepulturas
e nada de manifesto há
nos entes do secular já.

engolem cada um o outro, 
a linha reta da sina, o mesmo traçado
cada qual acoplados em ar refrigerados,
em normalidades de mesmice similar
como peças de carnes ,suspensas, para o estado consumar  .

engolem cada um ao outro,
sem antropofagia ,
só uma elegia 
de rimas e versos 
                            em shopping 
ou grife retórica
                           messadas
na etiqueta.

engole um ao outro,
sem arte , ou rito de culto,
mas sim sepultos
na viseira social.

engolem , uns , outros 
o presente tempo como placebo!

T.V//EIGA