sábado, 4 de março de 2017

Fotografia :da Juventude


A rua lhe da a estrada ,
e aquele no leito do quarto
não sabe o silencio que percorre a madrugada,
aquele que se encontra farto,
não sabe o orgasmo na amada,
nem que dissoluto provenha de sensível parto.

os escombros ermos ,
o anfiteatro de lermos
a carne e o sulco
na luz do sepulcro,
por obtermos louros, joviais:

as asas de ancestrais ,
mas sem jus, e sim uma florescência 
maculada em truz, pois consciência 
castrada , ao mesmo que morde 
o fruto é mordida pela sedução,
e só morrem de paixão 
os que se isentam prazer; efêmero lorde.

e aqui vos digo,
não há morte nem perigo, 
nem sorte ou abrigo,
são só pernas , vontades, vigo
de mundo , que sei de tocar e não ligo.

eis aqui , o tempo , o simbolo e o espaço,
eis me eu próprio o signo de tudo , mas em tudo me desfaço
pois além de efêmero e escaços,
não sobrevive o corpo na sua pintura , nem mais um traço...



jovens: trêmulos, desenhamos as coisas turvas....

T.V//eiga