quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

sala em monodia 


canta um sopro na flácida carne,
e clama a alma para que tal
erre os músculos,  acertando o nervo ,
para que pulse um algo , talvez
um que , de onde se procura um mais,
pois além de um silencio sem por que .
entona na sala a canção muda...
e o tempo passa absoluto,
sem olhar pra traz ,
nem se quer um adeus ,
e as lembranças se afogam nos meus;
abafados cantos entoados em mim...

ai! rasga algo em minha voz ,
algo atroz e algoz em desejo,
pois na sesta não mato o tempo,
almejo um jazigo para a indolência
que se acomoda no peito ,
mais gorda que um tormento em leito.

T.V.V